domingo, 5 de agosto de 2007

Arma paralisante é apresentada à GM; guardas testam eficácia do equipamento



Os guardas municipais de Limeira e também de algumas cidades da região, experimentaram a praticidade e eficácia da arma não-letal, que dispara choques paralisantes. Ontem, pela manhã, foi realizada uma apresentação sobre a arma que poderá ser utilizada pela GM de Limeira. Alguns guardas foram os alvos do experimento e, por alguns instantes, ficaram imóveis.O evento ocorreu no auditório da Receita Federal, com a presença de agentes de Cordeirópolis, Iracemápolis, Araras, Nova Odessa, Amparo, entre outros. A apresentação foi feita pelo diretor da Seguritec, Elton Clemente Júnior, que é representante no Brasil da Taser Internacional, única empresa que fabrica este tipo de arma no mundo, situada nos Estados Unidos. Ele foi convidado pelo secretário de Segurança Municipal, Siddartha Carneiro Leão, que pretende solicitar fundos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para compra das armas. “Queremos tornar a segurança municipal ainda mais eficiente com homens equipados, mas oferecendo maior comodidade à população”.Quando o secretário falou em maior comodidade para a população, o diretor da Seguritec explicou que, com esse equipamento, a violência é reduzida em 80% dos casos. “Com a imobilidade, o policial não precisa machucar ou até matar com arma de fogo. Com um disparo de corrente elétrica, há tempo de algemar o indivíduo e levá-lo para a delegacia”.Acionada, a arma lança dois dardos a uma distância até 10 metros, que penetram no corpo da pessoa, ou até mesmo na roupa, liberando uma descarga elétrica de baixa amperagem. São 50 mil volts e 0,0036 amperes.De acordo com Clemente, o risco de ferimentos é mínimo. “Um disparo causa dois pequenos furos no corpo semelhantes a picadas de abelha”. Segundo ele, a pistola, que tem mira laser, não leva risco a cardíacos enem a portadores de marca-passo. O fato foi confirmado por um renomado cardiologista brasileiro, Fernando Lucchese, através de um depoimento gravado pela empresa e transmitido ontem, durante o evento. O médico disse que estudou o choque da arma em contato com o corpo e afirmou que se pode comparar “a uma grande cãibra no corpo todo”. O coordenador do Pelotão Ambiental da GM, Dimas Souza Xavier, foi um dos que sentiram “esta grande cãibra” e contou que, além disso, “o tranco é bastante violento”. “Realmente não dá para reagir. Parece até que o cérebro não funciona”. O guarda Anderson Alex Almeida, do Esquadrão Tático, também foi um dos alvos da arma que dá choque. Ele disse que não dói, mas sentiu o corpo inteiro completamente travado. Conforme definição da empresa, o taser é um dispositivo eletrônico de contenção que causa perda do controle neuromuscular, paralisando, durante cerca de 15 segundos, os indivíduos mais fortes e, por isso, pode evitar troca de tiros, muitas vezes com morte.O secretário e os próprios guardas se mostraram interessados pelo novo instrumento de segurança. Agora, Siddhartha pretende finalizar o projeto que pretende para o município e enviar para a Senasp. O processo dura cerca de quatro meses para ser viabilizado. Cada arma custa US$ 779 (cerca de R$ 1,6 mil) e o cartucho US$ 36.Caso o projeto seja aprovado para Limeira, os guardas serão treinados por 10 dias. De acordo com Clemente, apenas forças policiais podem adquirir estas armas. sindguardas-ba

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